quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Americana é tricampeã Olímpica no ciclismo de estrada e faz história

POR RIO 2016
Kristian Armstrong venceu a prova do contrarrelógio pela terceira vez seguida e tornou-se a primeira tricampeã Olímpica do esporte
Americana é tricampeã Olímpica no ciclismo de estrada e faz história
Americana Kristian Armstrong comemora o tricampeonato Olímpico, o primeiro da história do ciclismo (Foto: Getty Images/
Na véspera do seu aniversário de 43 anos, Kristin Armstrong escreveu seu nome na história Olímpica do ciclismo. A americana venceu a prova contrarrelógio do ciclismo de estrada nesta quarta (10) e tornou-se a primeira atleta tricampeã Olímpica do esporte. O ouro masculino ficou com o suíço Fabian Cancellara, que venceu a prova disputada no Pontal.
Ouro no contrarrelógio também em Pequim 2008 e Londres 2012, Armstrong é a terceira mulher mais velha da história a vencer uma prova individual nos Jogos. Ela levou o ouro com o tempo de 44min26s42.
“Não tenho palavras para descrever este momento. Muita gente me perguntou porque eu iria tentar um novo ouro depois de estar duas vezes no topo do mundo. A melhor resposta é: porque eu posso conseguir. Hoje deu tudo certo. Sabia que a corrida ia ser muito disputada. Ouvir o hino do meu país no pódio é minha parte favorita dos Jogos”, comentou a americana.
A medalha de prata na prova foi para a russa Olga Zabelinskaya, que marcou 44min31s97, enquanto Anna van der Breggen, dos Países Baixos, que ganhou o ouro na prova de estrada, completou o pódio e levou sua segunda medalha no Rio 2016 com o tempo de 44min37s80.
No masculino, o pódio foi 100% europeu, liderado pelo suíço Fabian Cancellara, que ganhou o ouro com 1h12min15s42. A prata foi para Tom Dumoulin, dos Países Baixos, que marcou 1h13min02s83, e o bronze para o britânico Christopher Froome, que fez o tempo de 1h13min17s54.
Estas foram as últimas provas do ciclismo de estrada, primeiro esporte a concluir seu calendário nos Jogos Rio 2016.

Rafaela Silva conquista o primeiro ouro do Brasil

POR RIO 2016
Judoca da Cidade de Deus apaga a traumática derrota em Londres 2012 e brilha na cidade onde nasceu: "É uma guerreira de ouro", vibra a mãe
Rafaela Silva conquista o primeiro ouro do Brasil
Rafaela chora com a medalha nas mãos: ninguém pode com ela no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images/David Ramos)
A primeira medalha de ouro do Brasil no Rio 2016 tem sotaque carioca. Nascida na comunidade da Cidade de Deus, a judoca Rafaela Silva chegou ao topo do pódio no mesmo Rio de Janeiro onde foi campeã mundial em 2013. Competindo no quintal de casa, a brasileira mostrou que sabe muito bem usar a energia da torcida a seu favor: "A arena chegou a tremer", disse ela após o título.

Em família: os bastidores do primeiro ouro do Brasil no Rio 2016

Campeã mundial e Olímpica, feito que nenhum judoca brasileiro havia alcançado, Rafaela esteve perto de jogar tudo para o alto há quatro anos. "Eu ia largar o judô, mas minha psicóloga fez um trabalho comigo e não deixou", disse, relembrando a traumática derrota em Londres 2012, quando aplicou um golpe ilegal e foi eliminada nas oitavas de final.
Quatro anos após a decepção, Rafaela ressurgiu forte na Arena Carioca 2, a poucos quilômetros de onde nasceu. Lá, nesta segunda-feira (8), a torcida e a judoca estiveram em sintonia desde o primeiro combate até a final, contra a mongol Sumiya Dorjsuren. Os gritos do público, segundo ela, foram fundamentais: "A torcida ajudou bastante, e eu não podia decepcionar as pessoas que vieram torcer por mim dentro da minha casa".
Rafaela se ajoelha após a vitória na final Olímpica: renascida (Foto: Getty Images/David Ramos)

Família unida

Entre os milhares de torcedores, a família da atleta se destacou. O pai, Luiz Carlos, preferiu não comparecer aos primeiros combates, tamanho o nervosismo. Mas esteve na semifinal e na final, sentado ao lado da mulher Zenilda e da sobrinha da judoca Ana Carolina.
"Não é porque é minha filha, mas ela merece muito. Uma pessoa do bem, humilde", vibrou a mãe. "Ela comprou convite para todo mundo, trouxe família e amigos. Mandou fazer camisetas, bonés... Ela merece. É uma guerreira única. Uma guerreira de ouro".
Mas quem mais festejou a conquista foi a irmã Raquel Silva, também judoca: "Não estou acreditando. Ver a sua irmã realizando o sonho de ser campeã Olímpica é algo que não dá para explicar. É o sonho de uma família toda".
Zenilda, Ana Carolina e Luiz Carlos na torcida por Rafaela (Foto: Rio 2016/André Naddeo)

A reação da campeã

Rafaela chegou ainda criança ao Instituto Reação, que promove inclusão social através do esporte. Foi lá que se tormou atleta. E o nome da instituição não poderia ser mais apropriado. A eliminação em Londres e consequentes conflitos com torcedores nas redes sociais colocaram a carreira em risco. Mas ela reagiu.
Após a conquista, Rafaela relembrou sua trajetória e mandou um recado às possíveis sucessoras. "Quero mostrar que uma criança que saiu da Cidade de Deus e começou no judô por brincadeira hoje é campeã mundial e Olimpica. Se elas têm um sonho, têm de acreditar", disse, antes de dedicar a conquista "a todo o povo brasileiro, à família e aos amigos".

A campanha do ouro

Rafaela em ação na final: wazari decidiu combate com a judoca da Mongólia (Foto: Rio 2016/David Ramos)
Rafaela estreou com uma vitória relâmpago sobre Miryan Roper, da Alemanha, por ippon. Na sequência, venceu por wazari Jandi Kim, da República da Coreia, segunda colocada do ranking mundial. Veio então o combate contra Hedvig Karakas, da Hungria. Um wazari a um minuto do fim decidiu a luta a favor da brasileira.
O confronto mais difícil da campanha Olímpica de Rafaela foi a semifinal contra Corina Caprioriu, da Romênia. O empate persistiu após os quatro minutos regulamentares, e a decisão veio no golden score. Mais uma vez, Rafaela venceu com um wazari e assim foi à final. 
Isabella P Klabono
10/08
professora : Nagila 

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